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Ataques a redes de computadores: DoS, DDoS, ARP spoofing e DNS poisoning

Nesta amostra, quatro pontos sobre ataques a redes que mais confundem candidatos: negação de serviço, ataques na rede local, envenenamento de DNS e injeções de código.

Segurança da Informação · Ataques a redes de computadores · Atualizado em

Ataques a redes aparecem em prova de duas formas: o candidato precisa identificar qual ataque descreve um cenário, ou precisa diferenciar dois ataques parecidos. Nesta amostra, reunimos quatro pontos que mais geram confusão.

Negação de serviço: DoS e DDoS

O objetivo do DoS (Denial of Service) é tornar um serviço indisponível, seja sobrecarregando-o, seja explorando uma falha que o derrube. A diferença para o DDoS está na origem do tráfego: no DoS ele parte de uma fonte só; no DDoS, de muitas máquinas ao mesmo tempo. Essas máquinas costumam estar reunidas em uma botnet, uma rede de computadores infectados e controlados remotamente pelo atacante.

🧠 Memorize: DoS = uma origem. DDoS = várias origens distribuídas.

Dois exemplos clássicos que as bancas gostam de cobrar:

  • Ping da morte: envio de um pacote ICMP maior que o tamanho máximo permitido. Na remontagem dos fragmentos, o sistema de destino não suportava o tamanho e travava. Sistemas atuais já corrigiram essa falha, mas a definição continua sendo cobrada.
  • UDP flood: inundação da vítima com datagramas UDP, geralmente endereçados a portas aleatórias. A máquina tenta verificar cada porta e responde com mensagens ICMP de destino inalcançável, consumindo processamento e banda.

Ataques na rede local: MAC flooding, ARP spoofing e IP spoofing

Esses três ataques são fáceis de misturar, porque todos envolvem endereçamento. Cada um atinge uma camada e uma tabela diferentes:

  • MAC flooding: ataca o switch. O atacante envia uma enxurrada de quadros com endereços MAC falsos para lotar a tabela CAM. Quando ela transborda, o switch passa a repetir o tráfego por todas as portas, como se fosse um hub, e o atacante consegue farejar pacotes alheios. A defesa típica é a segurança de porta, que limita quantos MACs cada porta pode aprender.
  • ARP spoofing: ataca a resolução de endereços. O protocolo ARP não autentica as respostas, então o atacante envia respostas falsas associando o próprio MAC ao IP do gateway. O tráfego da vítima passa por ele, configurando um homem no meio. Defesas: tabelas ARP estáticas e a inspeção dinâmica de ARP no switch.
  • IP spoofing: forja o endereço IP de origem. Serve para dificultar o rastreamento, para burlar filtros baseados em IP e para ataques amplificados. A defesa clássica é a filtragem de entrada na borda da rede.
⚠️ Pegadinha: MAC flooding mexe na tabela do switch; ARP spoofing mexe na tabela ARP das máquinas. Se o enunciado falar em hub ou em sniffing após lotar a tabela, a resposta é MAC flooding.

DNS poisoning: envenenamento de cache

O resolvedor DNS guarda respostas em cache por um tempo determinado. No envenenamento, o atacante insere uma resposta falsa nesse cache, de modo que um domínio legítimo passe a apontar para um IP controlado por ele. O usuário digita o endereço correto e cai no site falso sem perceber. Para ser aceita, a resposta falsa precisa chegar antes da legítima e trazer o identificador de transação e a porta de origem esperados, por isso a randomização desses campos foi a defesa clássica. O DNSSEC protege a autenticidade das respostas com assinaturas digitais.

🧠 Memorize: DNS poisoning corrompe o cache do resolvedor. ARP spoofing corrompe a tabela ARP da rede local. São ataques de camadas e alvos diferentes.

Injeção de código: SQL injection, XSS e buffer overflow

A melhor forma de diferenciar esses três é perguntar onde o código malicioso passa a executar:

  1. SQL injection: a entrada do usuário altera a consulta SQL enviada ao banco de dados. Alvo: o banco do servidor.
  2. XSS (Cross-Site Scripting): um script injetado em uma página é executado no navegador de outro visitante. Alvo: o usuário da aplicação. Pode ser refletido, armazenado ou baseado em DOM.
  3. Buffer overflow: a escrita ultrapassa o limite de um buffer na memória e sobrescreve áreas vizinhas, inclusive o endereço de retorno. Alvo: a memória do programa.
💡 Dica: banco, navegador e memória são as três respostas mais frequentes. Quando a questão falar em "outro usuário que abre a página", pense em XSS.

Continue estudando

Esta amostra cobre apenas quatro dos pontos mais cobrados do tema. A aula completa, os mapas mentais e os flashcards com repetição espaçada estão disponíveis no plano do MemorizeCards, que reúne os demais ataques, como botnets, phishing, zero-day e as falhas web. Veja os planos ou explore o catálogo.

Perguntas frequentes

Qual a principal diferença entre DoS e DDoS para a prova?

No DoS o ataque parte de uma única origem. No DDoS, o tráfego vem de muitas máquinas distribuídas, geralmente reunidas em uma botnet. Quando a questão citar máquinas infectadas controladas remotamente, a resposta aponta para DDoS.

MAC flooding e ARP spoofing são o mesmo ataque?

Não. O MAC flooding lota a tabela CAM do switch e faz o equipamento repetir tráfego por todas as portas. O ARP spoofing envia respostas ARP falsas para associar o MAC do atacante a um IP legítimo, como o do gateway, e assim intercepta o tráfego.

O que é um ataque zero-day?

É a exploração de uma falha desconhecida pelo fabricante ou pelos responsáveis pelo sistema, portanto sem correção disponível no momento do ataque. O nome vem do fato de que a defesa começa com zero dias de aviso. Em prova, lembre que o problema está na ausência de patch, não na técnica usada.

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