Malware para concurso: vírus, worm, trojan e ferramentas do atacante
Nesta amostra, você revisa as categorias clássicas de malware, as ferramentas do atacante e as ameaças atuais, com os pontos que mais caem em prova.
Segurança da Informação · 3 Malware · Atualizado em
Malware é um programa inserido de forma encoberta em outro programa, com a intenção de causar dano ou comprometer a confidencialidade, a integridade ou a disponibilidade dos dados e do sistema. Nesta amostra, veja três pontos que mais aparecem em provas.
1. Vírus, worm e trojan: a diferença que mais cai
Vírus
- Autorreplica-se, inserindo cópias de si mesmo em programas ou arquivos de dados.
- Em geral depende de interação do usuário, como abrir um arquivo ou executar um programa.
Worm
- Também é autorreplicante, mas é autocontido: não precisa infectar um arquivo existente.
- Em geral se executa sem intervenção do usuário.
- Pode explorar vulnerabilidade de serviço de rede para se espalhar de host em host.
Trojan (cavalo de Troia)
- Não é replicante.
- Aparenta ser benigno, mas tem finalidade maliciosa oculta.
- Pode substituir arquivos existentes ou acrescentar arquivos maliciosos, e muitas vezes serve para entregar outras ferramentas do atacante.
🧠 Memorize: pergunte três coisas: replica? infecta arquivo existente? se disfarça? O vírus responde sim, sim, não. O worm responde sim, não, não. O trojan responde não, não, sim.
⚠️ Pegadinha: a banca costuma trocar "não replicante" por "autorreplicante" ao descrever o trojan. Guarde que o trojan não se copia; ele se disfarça.
2. Ferramentas do atacante: backdoor, keylogger e rootkit
Ferramenta do atacante não tem capacidade de infecção própria: depende de malware ou de outro mecanismo para ser instalada. Em sentido estrito, não é malware, mas as provas costumam tratá-la junto, porque as mesmas ferramentas de segurança a detectam e removem.
- Backdoor: escuta comandos em uma porta TCP ou UDP e permite ao atacante obter senhas ou executar comandos. Pode ser um zumbi (bot) ou uma ferramenta de administração remota.
- Keylogger: monitora e registra o uso do teclado. Alguns exigem que o atacante recupere os dados no host; outros enviam os dados ativamente, por e-mail ou transferência de arquivos.
- Rootkit: coleção de arquivos que altera o funcionamento do host de forma maliciosa e furtiva, fazendo muitas mudanças para ocultar a própria existência.
💡 Dica: associe cada ferramenta a uma função. Backdoor é a porta dos fundos de entrada. Keylogger registra teclas. Rootkit se esconde no sistema.
📌 Cai muito: no exemplo típico de ataque com toolkit, um site malicioso infecta o host com trojans, e os trojans instalam keyloggers e rootkits. O trojan é o vetor, e as ferramentas do atacante são o que ele entrega.
3. Ameaças atuais: ataque combinado, APT e phishing
- Ataque combinado (blended): usa mais de um método de infecção ou transmissão. A maioria dos malwares atuais é assim, o que torna as categorias clássicas menos úteis na prática.
- Drive-by download: o navegador é redirecionado a um site infectado, muitas vezes sem engenharia social. O site não infecta o host em si; ele serve para instalar outras ferramentas.
- APT (ameaça persistente avançada): malware furtivo, que coleta informação por semanas, meses ou anos. Costuma exigir reinstalação do sistema e restauração de dados a partir de backups confiáveis.
- Phishing: uso de meios enganosos para induzir pessoas a revelar informações pessoais sensíveis, geralmente dados financeiros.
⚠️ Pegadinha: phishing não integra as categorias clássicas de malware, mesmo sendo cobrado junto delas. Ele é uma técnica de engenharia social.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre vírus e worm?
O vírus se replica inserindo cópias de si mesmo em programas ou arquivos existentes e, em geral, depende de ação do usuário. O worm é autocontido e se propaga sozinho, muitas vezes explorando vulnerabilidades de rede, sem intervenção do usuário.
Trojan horse é um malware replicante?
Não. O trojan é não replicante: aparenta ser um programa benigno, mas tem finalidade maliciosa oculta. Muitas vezes é usado para instalar outras ferramentas do atacante, como keyloggers e rootkits.
Keylogger é malware?
Em sentido estrito, não. O keylogger é uma ferramenta do atacante que monitora e registra o uso do teclado, sem capacidade de infecção própria. Por isso costuma ser instalado por trojans, mas as provas o tratam junto com os malwares.